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O Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e um organismo publico, dependente do Instituto Português de Arqueologia (IPA), instalado em Vila Nova de Foz Côa, e que tem por função gerir, proteger, musealizar e organizar para visita publica a arte rupestre incluída na zona especial de protecção do Vale do Côa.
O território do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) ocupa cerca de 20.800 hectares. Esta área abrange todo o curso do Baixo Côa, no interior norte de Portugal, integrando na sua área grande parte do concelho de Vila Nova de Foz Côa, e pequenas porções dos concelhos da Meda, de Figueira de Castelo Rodrigo e de Pinhel.
Este Parque foi criado em Agosto de 1996, quando as gravuras são abertas ao público. A 5 de Dezembro do ano 1998, a arte paleolítica é classificada Património Mundial pelo Comité do Património Mundial da UNESCO, com uma rapidez surpreendente.
As gravuras paleolíticas do Vale do Côa distribuem-se por 24 núcleos diferentes ao longo das margens dos 17 km finais do curso do rio Côa e nos vales afluentes do Douro junto a foz do Côa. Elas foram inscritas em superfícies rochosas verticais formadas pela fractura do xisto típico da região.
A grande importância das gravuras do vale do Côa reside no facto de, ate a sua descoberta, se julgar que a arte rupestre paleolítica se circunscrevia ao interior das grutas. A arte preservada no Vale do Côa veio trazer uma nova visão acerca da arte paleolítica. Provavelmente este tipo de arte era tão ou mais comum que a das grutas, mas por motivos de conservação não chegou ate nos.
De entre todos os núcleos de arte rupestre foram escolhidos três, de entre os mais significativos e de melhor acesso: Penascosa, Canada do Inferno e Ribeira de Piscos. As visitas a estes núcleos fazem-se a partir da sede em Vila Nova de Foz Côa e de dois centros de recepção, em Castelo Melhor e Muxagata. Ai foram recuperadas duas casas que servem de primeiro acolhimento aos visitantes e de um filtro ao acesso aos núcleos.
A partir daqui os visitantes, em pequenos grupos de oito, são conduzidos em viaturas todo-o-terreno por guias especialmente formados para o efeito, através dos antigos caminhos de acesso as zonas com rochas gravadas, e que propositadamente não foram melhorados.
Uma vez chegados junto das gravuras o guia faz uma introdução ao meio ambiente envolvente, assim como ao modo de vida dos homens no Paleolítico e a sua arte, ajudando o visitante a descodificar as gravuras que se apresentam a sua frente.
Sistema de Visitas / Núcleos Visitáveis
O número de visitantes e limitado ate mais ou menos 50 pessoas por dia. E conveniente, pois, fazer uma reserva com antecedência.
As reservas são feitas contactando o PAVC através de:
Telefone (00351) 279 768 260/1
Fax (00351) 279 768 270
E-mail pavc@ipa.min-cultura.pt
Avenida Gago Coutinho, 19 A
5150-610 V.N. Foz Côa
As visitas são feitas de terça a Domingo.
O preço e de 5 Euros.
Canada do Inferno: A visita começa na sede do PAVC, demora 2 horas. Este núcleo situa-se na margem esquerda do rio Côa, em volta de uma antiga praia fluvial. O vale do Côa e aqui muito encaixado. A maioria dos painéis encontra-se hoje submersa pela albufeira da barragem do Pocinho. A salientar a existência de muitos peixes gravados.
Ribeira de Piscos: A visita começa no Centro de Recepção da Muxagata, demora 2.30 horas, com uma caminhada de 2 km. Situa-se na margem esquerda do troco final da Ribeira de Piscos. Salientamos os três Auroques (antepassado extinto do Boi) de grandes dimensões, possivelmente efectuados com a intenção de serem vistos a distancia, a partir da outra margem do rio. Salientamos também a representação, rara no período paleolítico, da figura humana.
Penascosa: A visita começa no Centro de Recepção de Castelo Melhor, demora cerca de 1.30H. Este aqui representada toda a gama de técnicas artísticas empregue no Vale do Côa, excepto a pintura. Os motivos representados integram-se na temática do vale. E de salientar a representação do movimento dos animais.
CNART . Centro Nacional de Arte Rupestre
Integrado na orgânica do Instituto Português de Arqueologia (IPA) e criado pelo Decreto-Lei no. 117/97, de 14 de Maio, o CNART está sediado em Vila Nova de Foz Côa, em instalações provisórias cedidas pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). São suas atribuições:
- Realizar o inventário e promover o estudo e a divulgação da arte rupestre e das suas condições de jazida, procurando acompanhar o estado de conservação dos monumentos e assegurar a sua salvaguarda.
- Coordenar o estudo científico da arte do Côa.
- Relançar e coordenar o estudo da arte do vale do Tejo.
- Promover a realização de estudos sectoriais sobre a arte rupestre, organizar seminários técnicos e dar pareceres.
- Realizar cursos de formação em arte rupestre, em colaboração com universidades e outros organismos.
- Colaborar com instituições e organismos internacionais, alargando o âmbito do estudo e divulgação da arte rupestre de Portugal.
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