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A chegada do Outono e assinalada pelas primeiras chuvas, que provocam um aumento da actividade biológica após um longo período de carência de água. As linhas de água voltam a correr e todo o aspecto mais árido volta a tornar-se mais verdejante. Para os anfíbios este período e precioso pela disponibilidade de meios aquáticos permitindo aceder a áreas antes intransponíveis devido a secura.
Salamandras de pintas amarelas, Salamandras de costelas salientes, Tritões marmoreados, Sapos de unha negra, Sapos comuns, Sapos corredores aventuram-se em busca das zonas de reprodução onde nasceram.
Este e também o sinal para que as ultimas aves migradoras que vieram da Europa do Norte, onde o frio já e bastante acentuado, partam para áreas mais quentes a Sul da Península. Aproveitando a existência dos frutos silvestres do fim do Verão e principio do Outono, como as amoras das Silvas, os frutos dos Lódões, as bagas dos Espinheiros e os Abrunhos bravos, as aves e os mamíferos aproveitam estes últimos recursos alimentares e preparam-se para um longo período de maior carência.
Não tardará muito até que estes frutos desapareçam, assim como as folhas que entretanto se tornaram amareladas e encarniçadas e que conferem uma paisagem impressionante em tons pastel. As vinhas, os soutos, os carvalhais, os freixiais, os amiais, nesta época, perdem a folhagem, preparando-se para uma época de latência.
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