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CIRCUITO TURÍSTICO IV:CASTELO RODRIGO- BARCA DE ALVA-ALMENDRA
Como chegar | Visita Virtual | Mapa | Os grandes quadros paisagísticos | O património de Castelo Rodrigo | Rotas Transfronteiriças | Informação Turística

 Como chegar

Castelo Rodrigo deixa de ser sede do concelho em 1836, estatuto que passou para Figueira de Castelo Rodrigo, perpetuando o seu nome. Castelo Melhor pertence ao vizinho concelho de Vila Nova de Foz Côa. A sua inclusão nesta unidade paisagística justifica-se por ali se localizar um dos Centros de Interpretação do Parque Arqueológico do Vale do Côa e constituir o portal Norte deste circuito turístico, sendo Almeida o do Sul (EN 332) e Sudoeste (via Pinhel, EN226), enquanto Barca de Alva, agora dotada de um cais fluvial e de uma nova ponte internacional com estrada directa a Salamanca (GL517 La Fregeneda), abre caminho para esta província, também pela barragem de Saucelle e para o Douro internacional (EN221, em direcção a Freixo de Espada a Cinta) e a província Zamora (por Fermoselhe, C527, ou, via Miranda do Douro, pela ZA324). O rio Águeda bordeja a fronteira de Cidade Rodrigo e encontra-se com o Douro em Barca de Alva.

 Visita Virtual
  • Aldeia medieval de Castelo Rodrigo
     Mapa
     Os grandes quadros paisagísticos

    Estamos em presença de um vasto planalto, integrado na Meseta Ibérica, que se estende para Sul ate ao Sabugal, encaixado entre os rios Douro, Côa e Águeda, dominado pelos altos da Serra da Marofa (975m), a crista de Castelo Rodrigo (821m), a Serra da Nave Redonda (766m) e a da Caldeireira (714m). Destes pontos se obtém as vistas panorâmicas mais belas, permitindo contemplar um verdadeiro mosaico.

     O património de Castelo Rodrigo

    Os principais núcleos monumentais situam-se em Castelo Rodrigo, a quem o rei leonês Afonso IX, concedeu foral em 1209, hoje com o estatuto turístico de "aldeia Turística", o que lhe permitiu restaurar o seu valioso património, com destaque para o castelo que este classificado como monumento nacional. E no Mosteiro de Aguiar, cuja fundação remonta ao século XII, igualmente classificado como monumento nacional e dispondo hoje de uma Hospedaria.

    Da via romana que ligava Egitânia (Idanha-a-Velha), a Asturga (Astorga) e atravessava a ponta de Alcântara sobre o Tejo, passando pela Guarda (Lancia Oppidana), restam algumas calcadas e memórias, num troco também denominada via imperial Guarda - Barca de Alva. Viria daquela cidade pela ponte velha do Côa, de origem romana e denominada de Cinco Vilas, rumava a Vilar Torpim pela ponte do Lagar da Agua, seguindo provavelmente pelo vale que separa Castelo Rodrigo da Serra da Marofa. Existem outros trocos junto a ponte do Escalhao e, mais adiante, em Barca de Alva, a denominada Calcada do Gamão, hoje praticamente destruída pela EN221. Presume-se que atravessava o Douro de barco em direcção a Freixo de Espada . Cinta, Lagoaça, Miranda do Douro...e Astorga. Na base da colina, onde assenta a muralha de Castelo Rodrigo, a Fonte da Vila, de cantaria assente num arco românico, e conhecida como a fonte romana. A sua frontaria estava encimada pela cruz da Ordem de Malta.

    Assim se entende, pela antiguidade do sítio, que na cisterna de Castelo Rodrigo, situada na rua da Sinagoga, se conserve o arco de ferradura característico da arquitectura moirisca ou mudéjar. A presença da cisterna confirma a memoria da Judiaria, e do ritual de purificação, o Mikwé praticado no seu templo, tal como a toponímia da rua da Cadeia o evoca e regista na inscrição hebraica gravada na base de uma interessante janela manuelina.

    E é a luz desse passado de guerras e conflitos, conquista e afirmação da soberania, que compreendemos porque São seus principais monumentos o castelo e as muralhas, coexistindo com vestígios do sistema de defesa posteriormente reforçados no seu entorno, os redutos de Algodres, hoje torre do relógio, de Freixeda de Torrão (Solar dos Metelos), junto a igreja e cemitério, Reigada, torre do relógio e cerca da muralha, Vilar de Amargo, torre do relógio, Vilar Torpim ( Solar do Morgado), torre da Igreja e as ruínas das torres, das Águias, em Almofala, Alto da Sentinela, em Escalhao, Atalaia, em Nave Redonda e, em Mata de Lobos, no alto de Almenara, que conserva ainda a torre sineira.

    Será muito antiga, talvez remontando a época romana, a sua linha de muralhas alicerçada sobre cubelos semicirculares, que nos fazem recordar Lugo, no Norte da Galiza, mas também as fortalezas muçulmanas construídas ao longo da linha de fronteira do Douro espanhol, sobretudo na província de Síria, como os castelos de Gormaz e Berlanga do Douro, ou a cerca de Ávila. Possuía nos finais do século XII treze torreões, sendo reconstruída por D. Dinis. Apenas a Torre do Relógio se ergue com a grandeza antiga, pois a sua estrutura não seria reconstruída depois da destruição de 1762. A envolvência trágica e romântica do lugar completa-se com as ruínas do Palácio de Cristóvão Moura, de que restam a cisterna, algumas paredes e uma parte do átrio. Este nobre, que serviu na corte de Filipe II como Vice-Rei de Portugal e morreu em Madrid em 1613, esquecido por Filipe III, recebeu como doação real, em 1594, a vila de Castelo Rodrigo e iniciou a construção do solar em 1590, como residência familiar estrategicamente colocada a meio caminho do percurso entre as duas capitais.

    A fereza dos tempos explica a função e a iconografia do pelourinho, colocado em lugares públicos, geralmente perto da feira, com uma coluna de pedra onde o criminoso era amarrado com correntes e supliciado conforme a gravidade da pena. Ate ao século XV, o fuste suportava uma gaiola onde se exibia o condenado. E esta gaiola estilizada em pedra que permanece, posteriormente, no seu topo, no caso de Castelo Rodrigo, esculpida quatro metros e meio de altura, num monólito de granito, composta por oito colunelos decorados com motivos gótico-manuelino e suportados por um cordão lavrado na base. Os orifícios onde eram cravadas as argolas que prendiam os prisioneiros as correntes, desapareceram, tal como estas, certamente como resultado da politica liberal de D. Maria II, que os considerou vestígios infamantes da opressão dos povos.

    E hoje considerado monumento nacional.

    Em Barca de Alva, terra de amendoeiras em flor, os desportos náuticos e as praias fluviais dos rios Douro, Águeda e Côa.

    Santiago (o nobre), pisa um mouro. Igreja. PC

    Vista, do Castelo. JMM

    Ruínas do Palácio de Cristovão Moura. JMM

    Pelourinho de Castelo Rodrigo.

    Igreja de Santa Maria de Aguiar.

     Rotas Transfronteiriças

    A Rota da Estrada Real, que ligava Madrid a Lisboa, por Ávila, Salamanca, S. Felices de Gallegos, com entrada em Portugal por Escarigo, seguindo depois por Castelo Rodrigo, Sabugal, em direcção a Castelo Branco, Constança e, finalmente, Lisboa.

    O caminho francês da Rota de Santiago, popularmente designado como Estrada de Franca e que cruza a Espanha do Norte, derivava para a fronteira em Escarigo, onde se conserva o edifício quinhentista da albergaria, assinalado com as simbólicas vieiras, distintivo dos peregrinos e prova que completaram a etapa final do percurso, de Compostela ao santuário da Barca da Muxía, na costa da Coruña, onde o lendário cristão relata o encontro do apostolo com a Virgem, que aportou a costa numa nave de pedra.

    De Escarigo podia-se seguir directamente para Vermiosa, Vilar Torpim, Reigada e Cinco Vilas, atravessando para Pinhel em direcção ao Norte.

    Ou optar por um circuito mais longo, via Almofala, onde se ergue o Cruzeiro Roquilho, e podiam optar por duas rotas alternativas: a que, por Escalhao, segue para Barca d'Alva e dali, atravessando o Douro, para as terras transmontanas que levam a Galiza, ou seguir em frente, para Nave Redonda, que conserva na sua igreja a imagem de S. Tiago, para continuarem ate ao Mosteiro de Aguiar e subir a Castelo Rodrigo, onde os frades Hospitalários fundaram a Igreja Matriz, destinada a dar apoio aos peregrinos, classificada como monumento nacional. No sopé do seu púlpito voltamos a encontrar as conchas gravadas no granito e a escultura em madeira policromada do santo, vestido a moda da nobreza e pisando uma figura trajada como um guerreiro mouro. Dali, cruzando a Serra da Marofa para o Colmeal, rumavam a ponte romana de Cinco Vilas, dirigindo-se a Pinhel e Trancoso, dali para Lamego e Trás-os-Montes, ou para o Minho, por Guimarães e Braga, entrando pela Galiza.

    De Castelo Rodrigo para Norte, o caminho avançava em duas vias convergentes, por Almendra, Castelo Melhor, Vila Nova de Foz Côa, Pocinho, Torre de Moncorco (Adeganha e Urros) Carvalhal e Carviçais, ou então, por Escalhao, Barca de Alva , Freixo de Espada a Cinta, rumando então, pela mesma via, para Mogadouro, derivando depois por Algoso ou por Santiago, Urros e Miranda do Douro, até nova unificação em Vimioso, seguindo depois para Bragança, Vinhais e Chaves.

    O Caminho Francês, vinha de Puenta La Reina, junto da fronteira dos Pirinéus, em direcção a Logrono, Burgos, León, aproximava-se da fronteira portuguesa em Astorga, para onde convergia o caminho que de Salamanca se dirigia a Zamora e Benavente, rumando a Norte por Ponferrada, Cebreiro, Samos, Palas de Rei, ate chegar ao Santuário. Eis como, séculos depois se cruzam nesta terra as estradas romana e as rotas medievais, verdadeiros Caminhos Culturais que foram gerando o conceito da Europa.

    Igreja Matriz de Castelo Rodrigo.

    Catedral de Burgos na Rota de Santiago. LAC

     Informação Turística

    Festas e Romarias

    São Sebastião - Almendra - 20 de Janeiro

    Nossa Senhora do Campo - Almendra - 27 de Abril

    Anjo São Gabriel - Castelo Melhor - 27 de Abril

    Comemoração da Batalha de Salgadela - Figueira de Castelo Rodrigo - fim de semana 15.02 a 21.03

    Festas das Amendoeiras - Fig. de Castelo Rodrigo - 3 de Agosto

    Festas da Vila - Fig. de Castelo Rodrigo - 4 a 17 Agosto

    Apoio ao Turismo:

    Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo

    Largo do Município. 6440 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 312 161 / F (00351) 271 312 526

    Café Casa de Pasto O Épico

    Av. Heróis de Castelo Rodrigo. 6440 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 312 120

    Café Restaurante Paleolítico

    5150 Castelo Melhor

    Café Restaurante Progresso

    EN 102 . 5150 Almendra

    T (00351) 279 713 251

    Câmara Municipal de F. C. Rodrigo

    Largo Dr. Vilhena. 6440-100 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 319 007 / F (00351) 271 319 012

    Casa da Cisterna T. Rural

    Rua da Cadeia, no.7. 6440-100 Castelo Rodrigo

    M (00351) 917 618 122 / F (00351) 91 0 7618 122

    Casa do Baldo

    Rua da Tapada, no.16. 6440-100 Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 313 148

    Centro de Recepção de Castelo Melhor . PAVC

    Castelo Melhor. 5150 Vila Nova de Foz Côa

    T (00351) 279 713 344

    Centro de Saúde de Figueira de Castelo Rodrigo

    Rua Cónego Patrício. 6440-121 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 312 277 / F (00351) 271 312 705

    Centro de Saúde de Foz Côa Extensão de Castelo Melhor

    Rua da Escola. 5150 Almendra

    T (00351) 279 718 020

    Extensão de Saúde de Almendra

    5150 Almendra. T (00351) 279 713 147

    Guarda Nacional Republicana G.N.R. Guardia.

    Rua Dr. Aníbal de Azevedo. 6440-132 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 312 142

    Hospedaria Arco-íris

    Av. S. Carneiro. 6440 Figueira de Castelo Rodrigo

    Hospedaria do Convento

    Conv. de Santa Maria de Aguiar. 6440 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 311 819 / F (00351) 271 311 821 / S www.daguiar.pt

    Impactus Animação Turística

    Largo Dr. Vilhena, 13 - 1 Esq.. 6440 Figueira de Castelo Rodrigo

    T (00351) 271 311 347 / M (00351) 962 838 261 / F (00351) 271 311 348 S www.impactus.pt

    Junta de Freguesia de Almendra

    Almendra, 5150 Vila Nova de Foz Côa

    T (00351) 279 713 111

    Junta de Freguesia de Castelo Melhor

    5150 Vila Nova de Foz Côa

    T (00351) 279 713 116

    Teatro Clássico, no Castelo. LAC

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    Roteiro do Vale Côa e Além Douro
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