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A MEMóRIA DA CIVILIZAçãO MUçULMANA
A Memória da Civilização Muçulmana

 A Memória da Civilização Muçulmana

A penetração muçulmana atingiu este território a volta de 716. A islamização fez-se ao longo de mais de duzentos anos. Acompanhando para Ocidente o curso do Rio Douro seguia a fronteira inferior do Califado de Córdoba (Al-Tagr-al-adna).

Conservam-se numerosos topónimos de origem árabe, entre eles o nome da Serra da Marofa. Marofa contem a palavra araf com o mesmo sentido de Arafat, o que indica o caminho para Meca. A Serra da Marofa e um ponto de referencia, visível muitas léguas em redor, apontando o caminho dos quatro pontos cardiais. Quer em Espanha, quer em Portugal serve as populações de referência meteorológica.

Si Marofa capilla,

lluvia en Castilla

Se há nuvens em torno da Serra da Marofa e sinal de que vai chover em Castela. Muitos outros topónimos como Almeida, Almofala, Algodres, Aldeia, Alvendre, mostram arabização. Mas mais surpreendente é o nome da povoação Bismula, no concelho de Sabugal que repete o início da principal oração muçulmana: Em nome do Senhor! (Bis-mu-la). Alfaiates, neste concelho, e uma palavra com a mesma origem árabe. Muitos outros topónimos, ao Norte e ao Sul do Douro, sofreram a arabização. Por vezes semelhantes, alteraram-se.  É o caso de Carva, localidade transmontana, e de Alcarva (Al-carva), perto de Vila Nova de Foz Côa.

Almeida. Porta da vila.

Serra da Marofa, mirada de Castelo Rodrigo. JMM

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